Quem vê um alface verde como esse e não pergunta a origem, certamente acreditaria que ele foi produzido em alguma propriedade da região Sul oi Sudeste do Brasil. Na verdade foi produzido bem longe do Sul e do Sudeste.

Todas as frutas e hortaliças, assim como os grãos vendidos nas feiras livres da região do sertão do Moxotó são produzidas aqui mesmo. Isso, nada é comprado de fora. Tudo, absolutamente tudo vem destas terras.

A produção gera renda, gera fartura, gera empregos. Mesmo com a estiagem severa, o Sol sempre impiedoso e o solo arenoso, é possível plantar e colher com abundância por essas bandas. Tudo depende da água para irrigar o solo.

Nestes 15 dias de sertão, estou sofrendo muitos choques de realidade e pondo as claras muito da minha ignorância sobre o país que vivo. Me causou espanto ver tanta coisa sendo produzida aqui. A mídia, a opinião pública , vende apenas a pobreza e o desamparo. Não mostra o outro lado.

O potencial do sertão para produzir e gerar riquezas é enorme. No entanto, não se ouve falar muito em políticas públicas de desenvolvimento sustentável. Muitos produtores que vão a feira, perfuraram seus próprios poços e constroem seus próprios sistemas de irrigação. Os valores são altos e inacessíveis a muita gente.

Ontem, na estrada, olhando essa imensidão de terras, me questionei durante horas, por qual razão governo algum investiu de fato no desenvolvimento dessa região. As respostas todos nós sabemos bem. Fica ao julgamento de cada um.

Ao que me cabe nesta longa e maravilhosa jornada, seguirei me encantando e mostrando que aqui o que se planta também da , mas o homem, ahhh , o homem é lobo do homem. Logo, para políticos populistas, manter o sertão na esperança é muito mais vantajoso que torná-lo uma realidade. Vida que segue.