Além do meu umbigo

Porque viver é muito mais que existir

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O bom exemplo de Joana e Ronaldo

Eles mudaram de vida para mudar a vida das pessoas. Joana D’arc Henzel e Ronaldo Henzel foram e serão para mim uma grande inspiração, um exemplo de entrega, propósito e amor a vida, ao próximo, ao futuro deste país.

Esse casal abriu mão de uma vida confortável no Rio Grande do Sul, para trabalhar dia e noite, de Sol a Sol, pelo projeto de tornar o Vilarejo Baixas, no sertão do Moxotó, em Pernambuco,um verdadeiro oásis. É muito trabalho, árduo e eles enfrentam com coragem e ânimo.

A ONG criada por eles, a ONG PÃO É VIDA, é uma entidade que vive e sobrevive com recursos e parcerias de pessoas que se engajam na mesma corrente solidária de Joana e Ronaldo. Não há recursos de governo, não há vínculos políticos, não há nada além de uma grande corrente do bem.

Para entender o que estou falando de verdade, seria o caso de ficar sete dias aqui, como eu fiquei. Certamente você que lê teria uma noção básica que eu tive sobre o que é viver no sertão. A presença de Ronaldo e Joana aqui mudou a vida do povo, das crianças jovens e idosos.

Eles pisaram em Baixas a primeira vez em meados da década de 2000. Começaram vindo a cada quinze dias ( nessa época já moravam em Pernambuco, Santa Cruz do Capibaribe uma cidade próxima), depois em todos os finais de semana e há quase dois anos, mudaram-se em definivo para cá.

O deserto que era Baixas, onde a fome e a miséria ceifavam vidas pequenas, recém nascidas, de forma assustadora, foi aos poucos se tornando uma terra fértil e produtiva. Ronaldo e Joana, junto com outras ONGs e pessoas, deram vida e perspectivas promissoras a Baixas.

É um trabalho de formiguinha. Em seu “pedaço de chão” o casal trabalha muito, muito mesmo. Como tudo que se implanta ali tem como foco a aplicação nas casas de toda a comunidade, Joana e Ronaldo não passam um minuto do dia parados.

Do formoso pomar a colorida horta, passando pelos chiqueiros, o curral das vacas e um lindo emoções galinheiro, tudo é feito, plantado, criado por eles. Acreditando na corrente do Bom Exemplo, procuram repassar muita coisa aos mais novos, as crianças.

Nessa levada frenética de um sonho para ambos, eles já começam a acompanhar o surgimento das primeiras hortas e pomares no Vilarejo. Joana fica orgulhosa e radiante, Ronaldo sorri entendendo que nada daquilo será em vão.

Os pomares e as plantações de melancias também estão presentes e prosperando. Aos poucos o povo está cercando melhor suas terras, criando suas próprias verduras e legumes. Criando cabras, produzindo é muito.

Isso só foi possível graças ao trabalho de Joana e Ronaldo que buscaram parceiros e amigos que se solidarizam com a causa e toparam ajudar muito.

Cerca de oito poços perfurados por Joana e Ronaldo, funcionam a todo vapor na comunidade. Desde que chegaram aqui já conseguir construir e equipar uma clínica odontológica para atender a comunidade. Com recursos próprios, muitas vezes tirados do próprio bolso, custeiam o material e o combustível dos dentistas que fazem os procedimentos gratuitamente. Toda a comunidade é atendida.

Outra obra feita pelo casal foi a construção do Espaço Pedagógico, onde as crianças recebem reforço escolar e oficinas variadas. Atualmente estão construindo, também com recursos próprios a primeira Biblioteca de Baixas. Na sexta-feira, Ronaldo amanheceu virando massa de cimento no Sol forte para que o sonho se torne realidade.

Já foi possível, por intermédio do trabalho da ONG, construir diversas casas de alvenaria aos moradores locais, colocando abaixo as velhas casas de Taipa (barro e madeira). Ronaldo e Joana trabalham ainda na conscientização e na educação para a sustentabilidade. Como eles mesmo dizem, as pessoas precisam ser emancipadas e ter condições de levar uma vida digna e independente.

Com este olhar, trabalham muito para implantar a cultura da agricultura familiar sustentável, e buscam a todo momento novos parceiros para manter os poços em funcionamento. Vivem essa realidade de domingo, a domingo, 365 dias por ano.

Sua dedicação e devoção ao futuro de Baixas é a maior lição que aprendi em toda a minha vida. Eles não precisavam estar aqui. Eles estão por que querem, não se vangloriam, muito menos reclamam de nada. Apenas seguem seu coração, trabalham pelas mais de 300 famílias que vivem por aqui e ainda encontram tempo para receber um jornalista de Curitiba por uma semana e dar a ele um tratamento de pai e mãe.

Iandra quer ser doutora

Essa é a Iandra, de 11 anos, estudante do sexto ano. Ela mora com a família na comunidade Sítio de Quizanga, distante a 9km da Comunidade de Baixas. Iandra veio até a comunidade de  Baixas, que fica no sertão do Moxotó, em Pernambuco, onde estou produzindo um documentário,  para ir na Igreja e participar da Escolinha do projeto pedagógico da ONG PÃO É VIDA, que trabalha temas como cidadania, cuidados com a saúde e temáticas cristãs, no formato de escolinha dominical.

Hoje, Iandra acertou as respostas sobre as vitaminas encontradas nos alimentos. Como prêmio ganhou um pé de alface que levou para o almoço com a família.

Inteligente, a menina me contou que gosta muito de estudar e que será médica no futuro. “Quero ser doutora”, sorriu. Com seu amigo, o Rabudo, o jeguinho de estimação, que a acompanha nas caminhadas pela caatinga, ela me contou que nas horas de folga ajuda a família. “Meu jeguinho ajuda a buscar água, me leva pra Igreja, para todo lugar”, disse.

Na comunidade de Iandra a água do poço não está boa para consumo, disse ela. “Não é boa não, daí precisa ir buscar. O poço é longe, mas a gente vai”, completou. Com o Sol das dez da manhã já forte, ela se despediu montando em rabudo e seguindo feliz com o prêmio pelo bom desempenho na aula de hoje. No almoço de domingo vai ter alface fresca.

Uma capital que luta para sobreviver

No trem, homens e mulheres disputam os poucos “clientes” na luta pela sobrevivência

No trem que faz a conexão entre a Rodoviária do Recife, em Jaboatão dos Guararapes, e a estação Joana Cardoso, no centro da capital pernambucana, homens e mulheres caminham entre os vagões oferecendo balas, salgados, água, amendoim e pipoca. São dezenas, disputando no grito os poucos passageiros que se animam a comprar algo durante o trajeto de pouco mais de 20 minutos.

Uma mulher chora, enquanto pede ajuda. “Não me julguem, por favor não me julguem. Estou vendendo a minha pipoca, mas se você não a quiser, me ajude com uma moeda. Tenho três filhos, os três estão comigo aqui vendendo, os dois meninos estão nos outros vagões. Precisamos comer”, falava, aos prantos, desesperada.

Meu primeiro impulso foi chamá-la para contar a sua história. Me contive. Não achei justo fazer isso. Dei a ela R$ 5, ela sequer olhou a nota, o valor, não me olhou, não agradeceu. Estava tão envergonhada que recolheu mais algumas moedas e seguiu, puxando pela mão uma menininha de, no máximo oito anos.

Mal saiu a mulher, um jovem, vinte e poucos anos, pedindo dinheiro. Contava que os fiscais haviam tomado sua água e sua pipoca. “Se eu não tiver água e pipoca pra vender o que vou comer ? Por favor, uma moeda, uma ajuda. Levaram minha água, minha pipoca, tenho R$ 3 no bolso, nada mais, perdi tudo”, clamava o homem.

Com mais sorte, ou mais fortalecidos no bom ânimo, três homens passaram por mim. Chá mate, salgadinho Rufles, Doritos, chicletes, bala é Coca cola. A correria no trem é enorme, parece que está na rua. Gente passando de um lado para outro vendendo tudo o que conseguem .

Essa é a realidade do Recife, a capital do estado com a maior taxa de desemprego do país. Mais de 18% dos pernambucanos estão desempregados. Em números reais, 765 mil pessoas sem emprego.

Até o mês de agosto, Pernambuco estava atrás do Amapá e da Bahia, até então os estados com a maior taxa do país, mas nos últimos três meses, um salto colocou o estado na triste liderança . Mais de 198 mil novos desempregados foram registrados.

Nos terminais de ônibus, nas ruas, é possível perceber o reflexo cruel desta realidade. As pessoas ou pedem esmola ou trabalham como ambulantes. A maioria, visto a olho, preferência vender algo, porém é muita gente vendendo e a decepção, a aflição é perceptível na expressão dos ambulantes.

Polo turísticos brasileiro, roteiro internacional, Recife luta para sobreviver em meio a crise e ao retrocesso econômico e social vivido pelo Brasil.

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Aprender com o povo mais feliz do Brasil

Ao longo das últimas semanas detalhamos a realidade vivida nas cidades mais pobres do Brasil. A concentração da pobreza está no nordeste brasileiro, onde oito, das dez cidades mais pobres, estão.  Só que a jornada do projeto “Além do meu Umbigo” vai muito além de querer relatar uma pobreza que tanto foi retratar na última década.

O nordestino é considerado o povo mais feliz do Brasil. Em uma pesquisa realizada pelo IPEA, no ano de 2012, traçou o perfil de felicidade em todas as regiões do país e o nordeste levou o título de mais feliz.

A relação com a felicidade não está ligada a dinheiro, segundo a pesquisa, mas sim a forma de encarar e viver a vida. Segundo a pesquisa, o povo nordestino vive melhor, se relaciona melhor, mesmo tendo tantas condições adversas no seu dia a dia.

Esse dado, essa informação é muito valiosa para o trabalho de campo que o jornalista Pedro Rodrigues Neto , idealizador do projeto Além do Umbigo , irá fazer. “É um conceito que trará muito, mas muito valor ao documentário, a experiência, a vivência do projeto”, explicou o jornalista que parte em viagem no dia 14 de outubro.

 

No sertão piauiense a fome acabou, mas a perspectiva não mudou

Guaribas, município do sertão do Piauí  com pouco mais de quatro mil habitantes, já foi símbolo do extinto programa social Fome Zero. Ganhou destaque e visibilidade na imprensa nacional até o final da primeira década de 2000, por ter 87% de sua população dependendo do Bolsa Família para sobreviver.

Com pouquíssimos recursos, o maior gerador de empregos do município é a prefeitura, com cerca de 380 postos de trabalho. O comércio é familiar, não existem indústrias. Um estudo feito pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), órgão vinculado ao departamento de História  Econômica da USP, pela coordenação do professor Alexandre de Freitas Barbosa, mostrou a realidade Guaribas e outros municípios em um estudo chamado “O Brasil Real”, que vai além dos indicadores.

De acordo com a pesquisa, municípios como Guaribas conquistaram importantes avanços na última década. Água encanada, uma unidade básica de saúde, escolas, ruas pavimentadas e até uma agência bancária. Porém, a pobreza extrema permanece e mais de 950 famílias dependem exclusivamente do Bolsa Família para sobreviver.

A pesquisa do Cebrap mostra que a ausência de políticas públicas para estimular a economia local, a industrialização regional, a qualificação de mão de obra, tornou os moradores reféns dos programas sociais. A fome extrema se foi, mas as perspectivas de futuro continuam péssimas. No ano de 2003, um grupo de Ministros do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no município com uma pauta de intenções e promessas de desenvolvimento regional para o município.

Em consequência disso, os mais jovens continuam pegando a estrada rumo a São Paulo, onde buscam uma vida melhor, enquanto a maior renda entre a população local, continua sendo a dos aposentados, em especial os que conquistaram a aposentadoria rural.

Guaribas é um município castigado pela seca, e no passado tinha índices altíssimos de mortalidade infantil. Os programas de combate a pobreza, como Fome Zero e depois Bolsa Família colaboraram consideravelmente para a remissão destes índices, passando de 30,3 para 22,2 para cada mil crianças nascidas vivas. A taxa de analfabetismo também caiu: foi de 59% para 36%. Mas questões estruturais não foram resolvidas. Dos 4.401 moradores da cidade, 87% são atendidos pelo programa Bolsa Família.

Guaribas é uma cidade na rota da jornada Além do Meu Umbigo, que começa em 14 de outubro, e irá percorrer os dez municípios mais pobres do Brasil.

Belágua: Casas feitas de barro e alimentação a base de farinha e água

Belágua, município localizado a 250km da Capital São Luis, no Maranhão, é hoje o município mais pobre do Brasil. Com pouco mais de sete mil habitantes, mais de 90% vivendo em condições de extrema pobreza, o município parece ter parado no tempo.

A maioria das casas ainda é construída como no século passado. Barro, bambu, taipa e palha. A infraestrutura é precária, saneamento básico é praticamente inexistente. A maioria da população sobrevive com uma renda inferior a R$ 100,00 por mês, embora alguns indicadores mostrem que a renda média é próximo a R$ 150,00, graças a programas sociais como o Bolsa Família.

A fome é um drama diário na vida de centenas de famílias de Belágua. Farinha e água são a base da alimentação diária de muitas crianças. Algumas famílias conseguem o “luxo” de acrescentar a dieta diária o feijão, mas isso é um privilégio diante do estado de extrema pobreza a que o município é exposto.

Belágua está na rota da jornada “Além do meu Umbigo, organizada pelo jornalista curitibano, Pedro Rodrigues Neto. A viagem, que passará pelos dez municípios mais pobres do Brasil, se tornará um documentário, onde Neto irá retratar a sua experiência de viver com pouco dinheiro, viajando por cinco estados (Pernambuco, Maranhão, Piauí, Amazonas e Acre), para retratar um Brasil que parou no tempo, que não evolui e que carece de atenção imediata.

 

Município do Maranhão tem 95% da população vivendo com menos de R$ 100,00 diz IBGE

Centro do Guilherme, no estado do Maranhão é o município que apresenta o maior índice de pessoas vivendo em condições de extrema pobreza, diz o IBGE.  Com aproximadamente 15 mil habitantes, o município, distante 250 km da capital São Luis, apresenta o alarmante dado de 95% da população vivendo   com menos de R$ 100,00 por mês.

A cidade está na rota da viagem que dará origem ao documentário “Além do Meu Umbigo”, e será o oitavo município a ser visitado pelo jornalista, Pedro Rodrigues Neto. ” Não é possível classificar a posição real de Centro do Guilherme neste momento. Os dados do IBGE são defasados. Centro do Guilherme chegou a ser o município mais pobre do Brasil, porém alguns indicadores mudaram  e o município já aparece em quinto em algumas pesquisas. Indiferente a isso, o fato é que o município ainda é muito pobre, subdesenvolvido”, explicou o jornalista.

Essa inconsistência nos dados, a defasagem de pesquisas e indicadores,  não incomoda o jornalista. “No final, números mostram um problema, mas  não mostram a cara das pessoas que vivem por de trás desses dados. Existem vidas, famílias, pessoas expostas a situações que mal consigo imaginar, e que se tornam estatística em conglomerados corporativos, e que precisam ser ouvidas e ter suas histórias retratadas”, explicou Neto.

Centro do Guilherme será o último município do trecho que corta o nordeste. De lá, Neto segue para São Luis, onde para por dois dias para poder enviar materiais a sua base em Curitiba, para então seguir a Belém e depois  Manaus, serão cinco dias de barco. “Centro do Guilherme encera os primeiros dois terços da viagem. Dos dez municípios mais pobres do Brasil, oito estão no nordeste brasileiro, a maioria deles, no sertão”, concluiu.

Viajando por financiamento coletivo, Neto irá produzir o documentário “Além do Meu Umbigo” que retrata a vida dos brasileiros nos dez municípios mais pobres do Brasil. Para colaborar com este iniciativa, clique aqui 

Jornada terá crowdfunding para realizar “sonhos” em comunidades carentes

Realizar o sonho de uma comunidade com a ajuda do financiamento coletivo, crowdfunding. Essa é a proposta de trabalho do jornalista, Pedro Rodrigues Neto, durante sua jornada aos dez municípios mais pobres do Brasil.

De acordo com Neto, a cada município visitado, veja a lista com todos clicando aqui , um projeto de financiamento coletivo será desenvolvido com a comunidade local. “A ideia é, convivendo com os moradores, trabalhando ao lado da comunidade escolar, descobrir um sonho em comum para todos, criar o projeto, as redes sociais do projeto, dar nome, fazer o enxoval completo, e lançar na rede. Chamar a atenção das pessoas, sensibilizar a sociedade e buscar a meta para a realização do sonho”, explicou o jornalista.

Segundo ele, pode ser qualquer desejo, dentro de uma razoabilidade que o torne viável. “Tem que ter os pés no chão. Agora , pense que numa determinada cidade, a comunidade escolar precise de um laboratório de informática! Precise de notbooks para que os alunos possam estudar e interagir com o ambiente online. É plenamente viável buscar recursos com a sociedade para criar esse espaço. É disso que estamos falando, de mobilizar a sociedade para fazer o que nunca foi feito por essas comunidades”, comentou.

Neto viaja por financiamento coletivo. Serão quatro meses de viagem, cinco estados, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Amazonas e Acre, dez cidades, onde 90% da população sobrevive com menos de R$ 70,00 por mês. Para contribuir com seu projeto, basta clicar aqui

Quem é o idealizador do projeto “Além do meu Umbigo”

Pedro Rodrigues Neto, 36 anos, é jornalista formado pela Universidade Tuiuti do Paraná e mediador de conflitos formado pela Acadêmia de Direito do Centro Europeu. Ao longo de mais de uma década de carreira viveu e experimentou diversas experiências que o jornalismo diário e assessoria de imprensa podem oferecer.

Atuou durante seis anos como repórter policial, onde conheceu e conviveu com as mais graves mazelas sociais do país.Também foi repórter das editorias de política, economia e cultura. Ganhou destaque com produções que retratavam as diversas facetas sociais com reportagens policiais, culturais e de cotidiano.

Foi secretário de Comunicação do município de Araucária, segunda maior economia do estado Paraná, e atuou diretamente na mediação e solução de conflitos institucionais. Foi o porta voz responsável por receber e dar andamento a demandas da comunidade e entidades locais.

A experiência lhe trouxe um novo olhar sobre a sociedade e resolveu se aprofundar na temática “solução e mediação de conflitos”. Formou-se como mediador de conflitos pela Acadêmia de Direito do Centro Europeu.

Atualmente, Pedro presta assessoria de imprensa para casos de grande comoção e repercussão. O mais emblemático deles é o da morte da fisiculturista Renata Muggiati, assassinada em setembro de 2015, após uma discussão com seu namorado na época, o médico Raphael Suss Marques, acusado de estrangular e depois jogar Renata da janela de seu apartamento, no vigésimo primeiro andar  de um edifício no centro de Curitiba.

No caso Renata, Pedro atua como produtor de conteúdo para a página “Justiça para Renata Muggiati“, assessoria de imprensa e presta consultoria na implementação de campanhas de combate a violência contra a mulher.

Jornada 

O desejo de viajar ao encontro das dez cidades mais pobres do Brasil é um sonho antigo. Pesquisador dedicado sobre o tema “desigualdade”, Neto amadureceu a ideia ao longo dos anos e tomou sua decisão. “Este ano foi decisivo. É hora de investir neste projeto, produzir o documentário e retratar um Brasil que muitos ignoram existir. Não podemos falar em futuro sem olhar para essas regiões, o Brasil é um só”, disse.

Sobre sua produção, a busca pela notícia, pelos fatos que se desenrolam nesses municípios, Pedro diz que será uma tarefa árdua, de muita concentração, entrega e comprometimento. “São municípios onde 90% da população vive com menos de R$ 100 por mês. Regiões de sertão, outras isoladas na floresta amazônica. Alguém que não viva nessa realidade consegue mensurar o que é nascer, crescer e morrer num lugar desses? Eu honestamente estou me preparando muito para essa viagem, é um desafio em todos os sentidos, mas acima de tudo, um exercício de respeito e empatia com o próximo. Mudará a minha vida, não tenho dúvidas”, concluiu o jornalista.

Contribuição 

Quem quiser colaborar com a jornada, participando do crowdfunding, basta clicar aqui 

Uma jornada aos dez municípios mais pobres do Brasil

Viajar quatro meses, passando pelos dez municípios mais pobres do Brasil, localizados em quatro estados, Piauí, Pernambuco, Maranhão, Amazonas e Acre.
Além do meu Umbigo é um projeto que expõe a possibilidade de pensar em si sem excluir o todo. É um convite à reflexão sobre tudo aquilo que se pensa e diz sobre um país melhor. Vivemos a era da conexão, do compartilhamento de ideias.
O Brasil experimenta a realidade da sua primeira geração global, parte pulsante da hiperconexão da sociedade moderna. O Brasil do futuro já é presente, mas o passado ainda insiste em nos assombrar.
É possível imaginar e aceitar que em muitos municípios, mais de 90% da população vive com menos de R$ 100 por mês? É possível imaginar que ainda tenhamos crianças, jovens e adolescentes totalmente excluídos de toda essa modernidade que nos empurra para novos patamares?
Essas e outras inquietações tiraram Pedro da sua zona de conforto e o convidaram a pensar “Além do Próprio Umbigo”. Com o apoio de sua comunidade de conexão, amigos e familiares, o jornalista Pedro Rodrigues Neto vai Conhecer e experimentar a vida na seca, no isolamento geográfico. Se colocar no lugar do outro e sentir os efeitos da realidade de famílias que vivem na extrema pobreza, que vivem um dia de cada vez.
Para cada experiência, textos, fotos, vídeos retratando os momentos que for vivendo. Tudo devidamente postado, compartilhado nas redes sociais e no blog do projeto.
Em cada município que for acolhido, uma contrapartida. Trabalhos voluntários, aulas de redação e criatividade, organização e lançamentos de projetos de financiamento coletivo para realizar sonhos das comunidades. Esse será o trabalho de Pedro, esse será o seu único compromisso nos próximos quatro meses, a começar do dia 14 de outubro, quando inicia a sua viagem.

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